terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Projeto
A DEFESA DAS PLANTAS ESTÁ DENTRO DE SUAS CÉLULAS
1-TEMA: Plantas Tóxicas, a célula vegetal e as consequências para a saúde.
2- JUSTIFICATIVA:
Os conteúdos referentes à Biologia Celular são bastante abstratos, pois a maioria das células só é vista através do microscópio. Mesmo que o estudo de suas estruturas seja importante para o entendimento da morfologia e fisiologia dos seres vivos é muito difícil o aluno entender. Para que o seu estudo seja significativo faz-se necessário oferecermos estratégias interessantes que possibilitem aos alunos a construção desses conhecimentos de maneira contextualizada, em vista disso, estudamos a célula vegetal a partir das plantas tóxicas, pois muitos problemas de saúde são causados por intoxicação com estas plantas.
3- PROBLEMA:
Muitas plantas são tóxicas e a falta de conhecimento e reconhecimento das mesmas pode levar a graves intoxicações ou mesmo a morte em humanos e em animais como gado, caprinos, entre outros.
4- OBJETIVO GERAL:
Estabelecer uma relação entre conteúdos de citologia vegetal através do estudo das plantas tóxicas existentes no município de Independência e Região e os acidentes que acontecem a partir da ingestão ou contato com determinadas plantas.
5- OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Conhecer as plantas tóxicas do município de Independência e Região;
• Relacionar a toxidade de algumas plantas com as substâncias presentes nas suas células e as consequências causadas à saúde humana e de outros animais;
• Reconhecer as diferentes substâncias tóxicas existentes nas células vegetais, citando sua composição química;
• Identificar ao microscópio óptico os cristais presentes em algumas plantas, estudando as ráfides e drusas;
• Construir gráficos no Excel das plantas tóxicas conhecidas pelos alunos;
• Registrar através de diversos recursos tecnológicos que estão ao alcance dos alunos às plantas tóxicas encontradas no município de Independência e Região;
• Entrevistar pessoas mais experientes/idosas do Município para identificar as principais plantas tóxicas, resgatando os saberes populares sobre o assunto;
• Organizar apresentações no Power Point sobre as plantas pesquisadas;
• Produzir documentários das plantas tóxicas encontradas em Independência e Região, usando imagens captadas através dos mais diversos recursos tecnológicos.
6- REFERENCIAL TEÓRICO:
O Rio Grande do Sul é uma região de transição entre biomas e zonas biogeográficas distintas apresentando paisagens e ecossistemas diversificados abrigando animais e vegetais com diferentes centros de origem, além de um número considerável de espécies endêmicas. O Estado contém dois tipos de biomas: a Mata Atlântica e o Pampa, formados por diversos ecossistemas sendo detentor, portanto, de uma biodiversidade abundante. Dentre essa biodiversidade, podemos destacar o grande número de espécies de plantas presentes aqui no Estado.
Independência é um pequeno município, com cerca de sete mil habitantes, situada na Região Fronteira Noroeste do estado do Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com a Argentina. Aqui, apesar do grande desmatamento que ocorreu durante a Revolução Verde para plantações de soja ainda resta uma grande biodiversidade vegetal. Nesse caso, muitas plantas tóxicas pelas defesas adquiridas contra seus predadores herbívoros durante seu processo evolutivo são comuns aqui na Região. No presente projeto, trataremos das plantas tóxicas que são encontradas na beira de matas, nos potreiros, campos, lavouras, jardins, pomares e especialmente nas residências.
Frequentemente na nossa Região nos deparamos com acidentes que acontecem com crianças e com animais domésticos, principalmente com gado e caprinos.
É comum pessoas usarem plantas ornamentais no interior das suas casas ou mesmo no jardim, sem saber que muitas delas são tóxicas, pois dentro de suas células, mais especificamente dentro do vacúolo que é uma estrutura de destaque nas células vegetais estão presentes substâncias que ao serem ingeridas desencadeiam vários problemas, podendo levar à morte.
Como muito dos nossos alunos é oriundo do interior do Município e a maioria das propriedades rurais tem parte da mesma com pastagem e criação de gado leiteiro e de corte para sua subsistência e ou para comércio, é comum acontecer acidentes pela ingestão de plantas que contém substâncias tóxicas em suas células, provocando sérios problemas. Além dos acidentes com crianças, causados dentro de casa ou jardins.
Os conteúdos referentes à Biologia Celular são bastante abstratos, tanto que a maioria das células só é vistas através do microscópio e o estudo de suas estruturas são importantes tanto para a morfologia e fisiologia dos seres vivos. Sabemos que o estudo das células vegetais torna-se importante para o entendimento de muitos fatos que observamos diariamente e que estão relacionados com os acidentes com plantas tóxicas.
Tendo em vista que tais substâncias estão presentes no vacúolo dessas células, priorizamos o estudo das células vegetais relacionando-as com as plantas tóxicas existentes no Município.
As células secretoras dos vegetais muitas vezes liberam resinas ou essências, podendo apresentar uma grande variedade de substâncias, como: essência, óleo, resina, enzimas, goma, mucilagem, tanino, carbonato de cálcio, oxalato de cálcio, entre outras.
É muito comum a presença de oxalato de cálcio formando cristais alongados como agulhas, formando as ráfides ou em forma de cristais agregados formando as drusas. Esses dois tipos de secreção estão presentes em muitas plantas e são causadores de muitos acidentes aqui no Município Região, bem como nos mais diversos locais do Brasil.
7- METODOLOGIA:
O projeto foi desenvolvido na disciplina de Biologia com as turmas 202 e 203 (Anexo I), do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Básica Amélio Fagundes do município de Independência, entre os meses de março a junho de 2011.
Primeiramente, organizamos um mapa conceitual para verificar que conceitos/conteúdos de Citologia Vegetal poderiam ser explorados a partir do estudo das plantas tóxicas (Anexo II). Discutimos com os (as) alunos(as) sobre quais as plantas tóxicas que conheciam e que concepções tinham quanto à toxicidade. Após, listamos no quadro as plantas conhecidas pelos alunos das duas turmas envolvidas. Como tarefa de casa cada aluno(a) produziu um gráfico sobre as plantas conhecidas pela turma (Anexo III) e também escreveram porque achavam que as plantas eram tóxicas.
Na aula seguinte, sugerimos que os alunos se organizassem em grupos de 4 a 5 componentes e fornecemos bibliografia sobre as plantas tóxicas para leitura e anotações sobre o assunto. Após pesquisar em bibliografia especializada o nome das plantas tóxicas mais comuns no Brasil, listamos 7 a 8 plantas tóxicas diferentes para cada grupo e sugerimos a pesquisa e organização de uma apresentação no Power Point, sobre as plantas tóxicas atribuídas aos respectivos grupos (Anexo IV).
Cada aluno(a) teve como atribuição individual entrevistar com no mínimo três pessoas (incluindo idosos) sobre as plantas tóxicas conhecidas, conforme roteiro fornecido (Anexo V).
Após as pesquisas e as entrevistas, propomos que os grupos organizassem um pequeno documentário sobre as plantas tóxicas existentes em Independência e ou Região. Para essa atividade sugerimos o uso de imagens e ou filmagem em celular, máquina digital e filmadora; podendo conter música, narração e relacionando com o conteúdo sobre as células. Tais documentários poderiam ser feitos em forma de jornal falado, entrevistas, narrações e revistas; levando em conta a originalidade, a criatividade, a relação com a célula vegetal e imagens reais das plantas encontradas na nossa Comunidade.
Para esta atividade, foi sugerido que os grupos seguissem um roteiro (Anexo VI) para a organização do documentário e que após entregassem os trabalhos salvos em CD ou DVD (Anexo VII).
Ao mesmo tempo em que desenvolvemos essas atividades sobre plantas tóxicas, estudamos conteúdos relacionados à citologia como: Histórico sobre a célula, microscopia, parede celular, organelas citoplasmáticas, vacúolo, inclusões sólidas (ráfides e drusas), plastos, grupos vegetais, osmose.
Mesmo sendo um pouco complicado o estudo da citologia, conseguimos trabalhar esse conteúdo desenvolvendo as habilidades e competências necessárias para que os mesmos possam resolver os problemas que vierem se apresentar. Quanto ao rendimento referente ao conteúdo trabalhado entendemos que a maioria dos objetivos propostos foram atingidos notamos que o interesse pelo assunto referente às plantas tóxicas e a sua relação com o estudo da célula vegetal em especial as estruturas que as caracterizam foram entendidas pelos alunos. Também verificamos o envolvimento dos familiares e pessoas da Comunidade na colaboração com as entrevistas e o retorno que os alunos deram para os mesmos quanto às curiosidades e conhecimentos científicos, bem como, as produções feitas pelos alunos foram muito interessantes.
O envolvimento das pessoas que colaboraram nas entrevistas e na identificação das plantas da Comunidade Local foi muito grande. O trabalho despertou curiosidades em saber mais sobre o assunto e as produções feitas pelos grupos de alunos ficaram à disposição das mesmas, sendo que alguns grupos retornaram-nas para os entrevistados.
Os alunos se envolveram nas diversas atividades propostas e os conteúdos foram contextualizados com fatos que acontecem no cotidiano, servindo também de alerta aos alunos e também às demais pessoas da comunidade Indepedencence. Em especial os acidentes que acontecem com crianças sendo que os alunos mais tarde serão pais e mães e precisam ter esses conhecimentos científicos para entender o porquê das complicações de saúde que podem acontecer, além do conhecimento para com o trato com os animais, em especial bovinos e caprinos que são criados nas propriedades dos pais de muitos dos nossos alunos. Nesse sentido, foi enfatizado a alfabetização científica,
os alunos levaram em conta o uso correto dos termos científicos, especialmente entendê-los compreendê-los utilizando-os no seu cotidiano (anexo 8).
8- BIBLIOGRAFIA:
BRASIL, Ministério da Ciência e Tecnologia. Mestres na arte da defesa. Ciência Hoje das Crianças. 2. ed. Rio de Janeiro, n.186, p.2-6. Dez. 2007.
BUCKUP, Ludwig. Botânica. 3. ed. Sagra, Porto Alegre, 1976.
FLECK, Nilson G. Todas as Plantas que Matam. A Granja, Curitiba, n.486. p. fev/mar. 1988.
RAVEN, Peter H. et all. Biologia Vegetal. 6 ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2001.
domingo, 27 de maio de 2012
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